domingo, 9 de dezembro de 2012

Ídolos do Macaé Esporte participam da inauguração do Centro de Treinamento para Atletas de Futebol na Vila Olímpica do Salgueiro

André Farias e André Gomes são craques que fizeram história no Macaé Esporte
 e participaram, ontem, da inauguração do CETRAF
 (Centro de Treinamento para Atletas de Futebol)
na Vila Olímpica do Salgueiro,
no Rio de Janeiro

Toninho Andrade (atual técnico do Macaé Esporte) com a família;
Guilherme Kroll (ex-Gerente de Futebol do Macaé Esporte);
 e Jairo Porto (ex-Preparador Físico do Macaé Esporte e
idealizador e coordenador do Cetraf)

André Gomes

André Farias


Centro de Treinamento para Atletas de Futebol é inaugurado no Salgueiro

Guilherme Kroll e o técnico do Macaé Esporte, Toninho Andrade,
 com a sua família, prestigiaram o excelente preparador físico, Jairo Porto,
idealizador e coordenador do CETRAF - Centro de Treinamento para Atletas de Futebol,
 que fica localizado na Vila Olímpica do Salgueiro,
na rua Silva Teles, 104, na Tijuca - Rio de Janeiro

Mylena, Jairo Porto e Erika

Eduardo e Mylena

A recepção estava muito organizada






sábado, 8 de dezembro de 2012

Jairo Porto inaugura Centro de Treinamento para Atletas de Futebol

O competente preparador físico Jairo Porto
 estará inaugurando, hoje, no Rio de Janeiro,
 o Centro de Treinamento para Atletas de Futebol (CETRAF),
na Vila Olímpica do Salgueiro,
na Rua Silva Teles, 104 - Tijuca

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Flamengo derrota os argentinos, na Argentina, mas não conquista a Liga Sul-Americana

O Flamengo derrotou as duas equipes argentinas
 (Penarol e Regatas Corrientes) em Corrientes,
 mas derrota para o Brasília tirou o título máximo da equipe rubro-negra.

Em clima de final, Flamengo e Regatas se enfrentaram, na Argentina. Foi uma grande partida, nervosa, com muitos erros da arbitragem e muitas reclamações. No final o Flamengo venceu por 82 x 81, mas não foi o suficiente para se campeão, o rubro negro precisaria vencer, por pelo menos, 13 pontos para levar o título da Liga Sul – Americana.

O Regatas Corrientes, mesmo com a derrota,
 sagrou-se campeã no saldo de cestas
Vale lembrar que o Flamengo jogou desfalcado do seu principal jogador, o craque Marcelinho Machado.

Regatas Corrientes Campeão Sul-Americano jogando em casa




quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Perto de sair, Patricia revela: 'Não quero mais me candidatar a nada'


Presidência e cargo de vereadora não vão mais existir em 2013, e não farão falta, garante. Ela analisa pessoas que marcaram sua gestão e fala do futuro


Por Janir JúniorRio de Janeiro
Patricia Amorim está prestes a deixar de ser presidente do Flamengo. E garante: não volta para a vida política como candidata, dentro e fora do clube. Aos 43 anos e alvo de fortes críticas durante a gestão, ela, por mais de uma vez, disse que o fato de ser mulher pesava nos ataques. Mas alguns homens marcaram o seu mandato, cada um por um motivo, peculiar ou particular. Entre eles, Zico.
Patricia divide com o ex-camisa 10 a culpa da relação estremecida, mas sentiu o peso que é bater de frente com um ídolo do clube.
- As pessoas internamente e externamente mostraram que ele estava com a razão, eu que estava errada. Então, vai ver que eu estava errada.

Patricia à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao fundo, o Cristo (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)

Patricia afirma que talvez o futebol precise de uma coisa mais bandida. Isso, diz ela, não sabe ser. Além de perder a eleição no Flamengo, ela não se reelegeu vereadora em 2012. Um baque nas finanças de, pelo menos, R$ 15 mil, salário que recebia como funcionária da Câmara. Como presidente do clube, nada ganhava. A partir de agora, quer mudar de rumos:
- Quero trabalhar em causas ambientais, que sou apaixonada, quero trabalhar para quem precisa. Ficar trabalhando em contrato de jogadores que envolvem milhões...
Patricia teve, durante os três anos de mandato – 20 na vida pessoal – a companhia do marido Fernando Sihman. Presente no dia a dia do Flamengo, participando da política do clube, Sihman sempre teve seu passado de torcedor do Fluminense lembrado. E também o poder de decisão comentado nos quatro cantos da Gávea.

- A participação dele nunca foi no futebol, ele não ia ao treino, só ia aos jogos, pagava do bolso, não tinha privilégio. Isso eu sempre dizia: “Não se mete no futebol”. As pessoas muitas vezes procuram o Fernando, ou porque não conseguem falar comigo, ou porque passaram essa imagem do Fernando dentro da administração. Acho que ele foi sempre aquele cão de guarda. Na ânsia de me proteger, muitas vezes pode ter exagerado – afirmou Patricia.
Quem não divide o mesmo teto, mas dividia as canetadas na parte de finanças foi Michel Levy, outro dirigente que marcou a gestão pela atuação além do departamento, e com participação direta no futebol e nas polêmicas. A presidente avaliou a relação com Levy e comentou ainda o fato de seu vice-geral, Hélio Ferraz, e o marido da sua melhor amiga (Cristina Callou) e ex-funcionário do futebol, Luiz Augusto Veloso, terem votado na oposição.
À beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, com céu azul e sol, o Cristo Redentor como testemunha, Patricia brincou ao caminhar por uma ponte que serve para os barcos de remo do Flamengo:
- Fui eu que fiz.
Mesmo com a paisagem e a vontade de trabalhar com causas ambientais, os olhos de Patricia Amorim ainda estão voltados para o outro lado da rua, a sede da Gávea.
Vida pós-Câmara e Flamengo
"Tem muita coisa para fazer. Quero estudar um pouco mais, vou trabalhar no que gosto. Não vou sentir falta da vida política, não mesmo, pois não achei meu grupo, meu time. Mudava de partido, e só decepção. Vim para uma eleição para o Flamengo e não tive apoio de ninguém da política. Vou ver como caminhar, mas não quero mais me candidatar a nada. Não tem volta, apenas como militante, para contribuir para uma gestão, mas não quero mais me candidatar, porque a campanhas também levam dose de demagogia. Gostei de tudo, da vida política, os três anos do Flamengo, não me arrependo, foi muito bom. Mas já foi... Vou fazer 44 anos, quero construir minha vida com coisas prazerosas. Fui uma parlamentar morna, quero ser quente. Fui uma boa presidente, mas acho que sou melhor militante, na colaboração do grupo, isso vou continuar fazendo. Quero trabalhar em causas ambientais, que sou apaixonada, quero trabalhar para quem precisa. Ficar trabalhando em contrato de jogadores que envolvem milhões... Eu gosto é do funcionário do Flamengo, gosto de quem precisa. Os milhões do Fulano... Isso não me encanta. Não tenho dinheiro porque não quis. O que me encanta são as causas ideológicas, ter sido a primeira mulher presidente do Flamengo, ter pago funcionário em dia. Sou gente, essa gente que me interessa. É ensinar natação durante 10 anos para 800 crianças de graça. Passar a vida com emoção, mas contribuindo."
O futebol
"O futebol é uma grande mentira. Já ouvi de várias pessoas e concordo. Engraçado que eu fiz amigos e tive reconhecimento de pessoas que mandei embora diretamente. Vanderlei, Deivid... É uma loucura. Pessoas que saíram muitas vezes foram carinhosas. Quando você atende interesse as coisas fluem bem, quando não atende, dinamite. Não sei, fiz o que tinha que fazer. A dificuldade no futebol é enorme. Não é o meio do futebol, isso que o Vanderlei e Dorival falam pra mim. Quem escreve e comenta sobre futebol é que não reconhece o que é feito. E talvez não tenha me comunicado com a grande massa. Com quem tinha opinião formada de que eu não servia, não adiantava trabalhar que não ia aparecer. Como o resultado não foi bom. Então... Não acho que fui omissa, pois não me ausentei. Também não fui frágil. Talvez o futebol precise de uma coisa mais bandida. Eu não sei ser. Faltou ingrediente sorte, faltou habilidade na escolha de pessoas ou nos momentos errados. A gente errou, mas acertou também. Não me arrependo, mas claro que faria diferente. Mas gostei muito da experiência. O que não vou sentir falta é do dia seguinte a uma derrota. Seu humor, sua vida, sua respiração dependerem de uma rodada é muito doloroso."
O clube
"Senti o quanto o Flamengo é construído através do fisiologismo, que eu abomino. Por isso, talvez tenha tido essa dificuldade de governar. Não queria ter obrigação de empregar nem nomear as pessoas que me apoiaram. Impedi muitas vezes que pessoas fizessem alguns negócios, e isso fez com que alguns se tornassem oposição."
Michel Levy, a personalidade do vice de finanças
O atual vice de finanças do Flamengo, Michel Levy
(Foto: Janir Junior / globoesporte.com)

"Fica difícil você fazer uma análise da pessoa só por um momento adverso. A virtude foi que ele nunca deixou de correr atrás para pagar em dia, sempre ficou ligado nisso. Ele é responsável pela área que pagou 35 meses de salários em dia, e não tem carinho e reconhecimento, como pode isso? Por muito menos, outros vice-presidentes financeiros tinham o carinho dos funcionários, e não pagavam em dia. Nunca entendi. Mas na convivência você percebe que a forma de se apresentar, de conduzir as coisas, de se relacionar, impediu as pessoas de terem essa aproximação. É uma relação bastante difícil, pois o Michel tem fuso horário diferente, não sabemos que horas ele vai acordar, como vai estar o humor dele, se vai aparecer no clube. A dificuldade do dirigente voluntário, no Michel, era muito perceptível. De todos os vice-presidentes, nele, a dificuldade era maior. A convivência realmente em alguns momentos foi insuportável, em outros superalegre, mas isso não foi o que deu conotação positiva ou negativa. Sou habilidosa, consigo contornar. No final, ele se ocupou de outras coisas que não só a administração de finanças, e aí conturbou um pouco. Muitas vezes ele agia como torcedor, aí quer dar palpite, quer interferir... Isso acontece em todas as administrações. Mas ele poderia, para o bem dele, ter se preservado bem mais."
Fernando Sihman, marido e conselheiro do Fla
"Foi muito complicado. Fernando é Flamengo. Ele era Fluminense quando o conheci, há mais de 20 anos, e ele, ao longo do tempo, virou Flamengo. Quando começamos a namorar, eu ainda nadava, ele passou a frequentar o clube, conheceu os funcionários, os personagens do Flamengo, porque minha vida todo dia, o tempo todo, era no clube. Não dá para dividir o amor com Flamengo, são amores diferentes, mas o amor pelo Flamengo é primeiro, e é mais forte do que eu posso. Então, para conviver bem com meus filhos, meus pais, marido, é bom que todo mundo seja e esteja no Flamengo, senão não vai ser possível. Ele foi entendendo isso, que a convivência comigo, a nossa vida seria harmoniosa se ele vivesse o Flamengo como eu vivo. Em 98, ele comprou um título de sócio-proprietário, começou a participar, chegou a ser vice-presidente, hoje é conselheiro. Ele realmente virou a casaca. Não tenho problema em falar sobre isso, acredito que nem ele. Até pelas demonstrações que ele já deu pelo Flamengo, isso é uma bobagem. Agora, a participação dele nunca foi no futebol, ele não ia ao treino, só ia aos jogos, pagava do bolso, não tinha privilégio. Isso eu sempre dizia: “não se mete no futebol”. Ele tem, sim, no dia a dia do clube, pois as pessoas muitas vezes procuram o Fernando, ou porque não conseguem falar comigo ou porque passaram essa imagem do Fernando dentro da administração. Acho que ele foi sempre aquele cão de guarda. Na ânsia de me proteger, muitas vezes pode ter exagerado. Mas era de proteção, você não houve falar em irregularidade, desonestidade. Como ele não é como eu, uma pessoa habilidosa no trato, ele chegava entrando de sola, isso trazia desconforto para muita gente. Aí, pronto: “o marido é isso, aquilo...” Conversei com ele muitas vezes, pois ele dava opiniões, colocava os sentimentos e achava que não teria eco. As pessoas não são tão amigas assim. Mas ele tem uma forma diferente de ser. É marido, pai dos meu filhos, uma pessoa que amo muito, mas não vou passar a mão na cabeça dele, acho que ele sabe dos erros, mas quero deixar claro que houve exagero. E, em algumas situações, o exagero, quando ultrapassava o limiar do que é razoável, falar do Fernando virava preconceito, machismo. Muita coisa caiu na conta do Fernando por isso: 'Não tenho o que falar dela, é o marido. Ah, Patricia, não, mas o Fernando...'"
Zico, o ídolo que apoiou a Chapa Azul
Zico cumprimenta Patricia na segunda, dia ad
eleição (Foto: Nelson Veiga/Globoesporte.com)



"A forma como ele viu as coisas não é a forma como eu vi. Lamento, porque quando ele mandou a mensagem que queria sair, faltou conversa. Eu nunca o desrespeitei. De alguma forma, quando você não fala com a pessoa, e não dá a chance da conversa, como não foi me dada a chance, ou da explicação... Então, aí eu acho que não foi justo. Mas ele teve os motivos, eu vou respeitar. Ele talvez esteja com a razão. As pessoas internamente e externamente mostraram que ele estava com a razão, eu que estava errada. Então, vai ver que eu estava errada. Fico muito mexida com as relações. O Zico teve uma postura bacana no dia da eleição, deu parabéns pela forma que conduzi a eleição, ponto para mim. Se estava errada e acertei nisso, que bom."
Hélio Paulo Ferraz e Luiz Augusto Veloso, duplo lamento
"Lamento pelo Hélio e pelo Veloso. Veloso teve oportunidade aqui, teve voz ativa, foi muito bem tratado, mas ele tomou o rumo que ele achou certo. Lamento. O Hélio é um pouco diferente, pois lá no início, ele se prontificou a ser vice-presidente, eu relevo. Senti ausência do Pedro e Paulo Guimarães, filhos do Dauteli (ex-treinador de Patricia), gostaria que estivessem presentes."
'Posso dar um recado final?'
"Queria agradecer às pessoas que trabalharam duro. Cada um faz sua análise, as críticas, não tenho nada contra ninguém, agradeço a todos, os que foram bem ou mal. Gostaria que a torcida tivesse outra visão das coisas, a minha destruição foi feita de fora para dentro, infelizmente. Mas não vou me lamentar, sou jovem, eu reconstruo toda história novamente. Vou escrever um livro bem legal, com bastidores, para as pessoas entenderem a complexidade do cargo. A primeira coisa que falei com Bandeira (Eduardo, presidente eleito) e os filhos - ele tem gêmeos, como eu - foi: “É a família que segura a onda”. Estava andando com meu filhos ontem, e um deles falou: “Mãe, você perdeu, mas a gente ganhou a mãe de novo”. Quero agradecer às pessoas que ajudaram em casa, minha mãe, que passou mal no sábado aqui na Gávea, meu pai por ter segurado a minha mãe. Minha irmã, que é a melhor pessoa que já conheci no mundo, ela é zen, está sempre feliz. Meu irmão botafoguense, que disse que vai poder torcer pelo Botafogo contra o Flamengo. Meu marido, por não ter me deixado, pois tudo a culpa era dele. Nem tudo é sua culpa, Fernando. Cris Lobo (assessora de Patricia), que tratei muito mal, mas sei que ela aguenta. Raquel, minha secretária há mais de 20 anos. Pode colocar tudo isso? O Clécio, meu motorista, que foi babá, conselheiro. Tem muita gente importante. Queria agradecer aos ex-atletas, em especial, ao casal Agnes e Nilton, Zequinha e a Chirica, esses quatro foram bem... Não sei como não me abandonaram. A lista vai ficar muito grande. As pessoas que estão próximas são especiais."





Vanderlei Luxemburgo: "O Hélio Ferraz e o Veloso são os grandes responsáveis pelos erros do futebol do Flamengo e ambos votaram na Chapa Azul"

Vanderlei Luxemburgo: ‘Na próxima eleição do Flamengo, vou buscar algo’

Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/flamengo/vanderlei-luxemburgo-na-proxima-eleicao-do-flamengo-vou-buscar-algo-6945196.html#ixzz2EGioae2x


Vanderlei Luxemburgo:
 "Os grandes responsáveis pelos
erros do futebol do Flamengo foram o Hélio Ferraz e o Luiz Augusto Veloso.
E ambos votaram na Chapa Azul"

O amarelo, em apoio a Patricia Amorim, não é uma cor que retrata a personalidade e as convicções de Vanderlei Luxemburgo. O técnico do Grêmio planeja se aposentar em dois anos, critica quem o traiu no Flamengo e já se prepara para brigar pela sucessão de Eduardo Bandeira de Mello, em 2016. Em entrevista ao Jogo Extra, ele não amarelou.
Por que votou na Patricia?
Não guardo nada. Ela cometeu alguns erros importantes, mas acho que fez coisas boas. Aliás, um dos erros foi comigo, e ela já assumiu isso publicamente.
Por essa razão, o seu voto não é surpreendente?
Mais importante que o meu apoio a Patricia Amorim foi eu ter visto pessoas como o Hélio Ferraz (vice-presidente geral) votando na chapa azul. Foi ele que me tirou do Flamengo. Foi na casa dele a reunião para minha demissão. E a Patricia arrumou um cargo para a mulher daquele outro que também votou na chapa azul.
Está falando do Luiz Augusto Veloso (ex-diretor de futebol e marido de Cristina Calou, vice de esportes olímpicos)?
Sim. O Veloso e o Helinho foram 100% responsáveis pela minha demissão, com a proteção, claro, do Michel Levy. O Veloso fez intriga em Londrina.
Você pediu à Patricia...
Eu não pedi nada. Ela também não me pediu nada.
Você veio ao Rio especialmente para votar?
Vim. Mostrei que estou evoluindo com o clube. Espero que a próxima administração seja competente e, mais pra frente, quero ser postulante...
Quando você pretende ser presidente do Flamengo?
Vai chegar um momento em que vou ter que parar. Mas quero terminar meu trabalho aqui no Grêmio. O contrato é de dois anos e nesse período meu envolvimento com o Grêmio será total. De repente, na próxima eleição do Flamengo, vou buscar algo. Uma coisa é certa: não voltarei ao Flamengo como técnico, pois poderia queimar minha história no clube. Mesmo tendo feito bem o meu trabalho, quase fiquei queimado por causa de jogador.
A próxima eleição será no fim de 2015. E o contrato com o Grêmio termina um ano antes. O que fará nesse ano de intervalo entre a função de treinador e o sonho da presidência?
Será um tempo para eu costurar alguma coisa politicamente. De repente, um intervalo para eu começar a me preparar. Mas isso vai depender muito do momento, né? Não adianta só eu falar que quero ser presidente do Flamengo. Quero ver se as pessoas me aceitam, o que pensam ex-presidentes e torcedores... Será que sou cotado para isso? O mais importante é o sócio, que é a parte política. Tenho que ver se alguma corrente política poderá me lançar como candidato. Parece fácil, mas não é.
Aceitaria um cargo administrativo?
Eu não quero, no Flamengo, nenhum cargo remunerado. Só aceitei como treinador, que é a minha profissão. Para entrar como administrador, eu teria que largar minha profissão e nunca postular a presidência.
Quer ser presidente por amor ao Flamengo?
Não é amor. É pegar a experiência que tenho de técnico, de conhecer muita gente, e levá-la para o clube. A remuneração seria fantástica, mas nossa cultura não é essa. Eu costumo dizer que sou um técnico-gestor e, por causa disso, já dizem por aí que levo grana pra caramba (risos)! Já pensou?
Ligou para a Patricia após a eleição?
Liguei e disse que não me arrependi de ter votado e que a vida dela não terminou. Falei: "Você é jovem. Tem que recuperar sua vida partidária e, também, a política dentro do clube".
O Ronaldinho Gaúcho...
Não quero falar do Ronaldo. Falei do Veloso e do Helinho porque foram responsáveis pela minha saída. E fico chateado por vê-los agora indo para o lado azul. O que o Helinho fez no Flamengo até hoje? O que ele fez a não ser mudar de um trampolim pra outro? Essa postura do Helinho e do Veloso é carreirista. Isso me incomoda no Flamengo.
Não simpatiza com o grupo eleito?
Não os conheço. Mas estranho que a chapa Azul diga que é moderna e tenha o apoio do Márcio Braga. O presidente do Flamengo deveria ser o Zico. Ele que fez esse pessoal ser eleito. Quem elegeu a chapa Azul foi a imagem do Zico. Pra mim, o eleito foi o Zico. E, se ele fosse o candidato, eu teria votado nele. Zico foi eleito sem ser candidato.


Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/flamengo/vanderlei-luxemburgo-na-proxima-eleicao-do-flamengo-vou-buscar-algo-6945196.html#ixzz2EGjLiXtE


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mensagem otimista de Rubro-Negro Notável


MENSAGEM OTIMISTA AOS ELEITORES DO C.R.FLAMENGO

Rio de Janeiro, 02 de Dezembro de 2012

Prezado Eleitor do C.R. Flamengo

Na véspera de uma das mais importantes eleições do Flamengo não resisti e volto, acho que tomado pelo espírito rubro-negro do meu pai (Antonio Brocchi, que sempre nestas ocasiões não conseguia se desligar e permanecia atento e participativo), a enviar uma mensagem aos eleitores do clube, agora incorporando uma dose de ALÍVIO (1) e OTIMISMO (2).

(1 ) De ALÍVIO porque podemos perceber que algumas verdades incontestáveis e interesses disfarçados estão vindo à tona e uma parcela mais nova e, compreensivelmente desavisada, de eleitores do Flamengo, está se conscientizando e, obviamente, optando pelo voto maduro, sem rancor, e que possa, efetivamente, trazer melhorias para o clube. E, sem dúvidas, este voto não é aquele baseado nas mentiras, armações e no entusiasmo fugaz.  Hoje, felizmente, parece ser de conhecimento amplo que alguns ex-presidentes, que articulam as suas voltas através de um chapa de “notáveis”, foram, na realidade, os responsáveis por inúmeros desmandos no futebol, contratações de pessoas amigas com altos salários, abandono do clube e até anúncio de falência.

Alguém em sã consciência poderá negar tais fatos ¿ 

Alguém em sã consciência pode desejar o retorno destes ex-dirigentes ¿

 Os números divulgados recentemente na mídia são apenas uma parcela do estrago que gestões anteriores causaram ao Flamengo. Além disso, como não medem esforços na busca do poder, fazem proposta de “almoço de confraternização” para, em seguida, com auxílio de “jornalistas” comprometidos, insinuar que a vitória está assegurada e que tratava-se de um “almoço de transição”. Golpe baixo, já dando sinais do que são capazes de aprontar!

Eleitores rubro-negros: Por favor, percebam e avaliem, por vocês mesmos, este tipo de comportamento com uma pessoa do bem. Como já dissemos, felizmente, as verdades estão aparecendo e o efeito bumerangue está se concretizando a tempo de não sermos iludidos. Eu mesmo, e muitas outras pessoas (inclusive um ex-presidente), antes de percebermos aqueles que idealizavam a chapa azul e as suas reais intenções, até consideramos a possibilidade de uma interação/contribuição, mas o objetivo não era este e sim, o poder (com arrogância) pelo poder.

Eleitores que não são rubro-negros: Por favor, não queiram o pior para o clube que vocês frequentam e votem levando em consideração a ética, ao passado e as contribuições efetivas das pessoas para com o Clube.

(2) OTIMISTA porque os números mais recentes mostram que, mesmo aqueles que são opositores definitivos da gestão em exercício, opção absolutamente normal em um regime democrático, não estão mais optando pela chapa azul e sim pela chapa rosa. Que façam isso!

 Sem dúvidas, esta alternativa, pelo menos, não permitiria a volta de velhos dirigentes (aliados aos “notáveis”); que utilizaram o Clube em benefício próprio, dos seus negócios e dos seus amigos;  e hábitos que, comprovadamente, prejudicaram o desenvolvimento do Flamengo. Os demais associados já perceberam o que é, de fato, melhor para o clube.

Finalizando, agradeço aqueles que se propuseram a ler as minhas mensagens até o fim, e particularmente, aqueles que se sensibilizaram com as mesmas. Para estes, cabe-me dizer que acredito que a chapa AMARELO OURO é aquela que merece a vitória e a que tem mais chances de levar o Flamengo na direção do progresso e da paz. Que assim seja, mas qualquer que venha ser o resultado das urnas, que DEUS ABENÇOE O FLAMENGO.

SAUDAÇÕES RUBRO-NEGRAS !!
                                
                         Eduardo Brocchi
                       Sócio Proprietário